Zelaya reitera chamado ao diálogo para resolver crise em Honduras
O presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, reiterou o chamado ao diálogo para resolver a crise desatada com seu derrocamento pelas forças armadas em 28 de junho.
Fonte
Prensa Latina
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O presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, reiterou o chamado ao diálogo para resolver a crise desatada com seu derrocamento pelas forças armadas em 28 de junho. 

O estadista apontou que a nação não pode continuar como se encontra hoje, em estado de sítio, repressão e violência, e disse que é necessário buscar os mecanismos que lhe devolvam a paz e a acalma.

Agregou que devem ser esgotados todos os recursos para que se baixem os fuzis e se poça chegar a um arranjo, uma solução pronta e oportuna, para que o povo possa atingir a tranquilidade. 

Zelaya reafirmou o caráter pacífico da resistência contra o golpe militar e assegurou que esta não quer uma guerra nem utilizará as armas nem a violência para buscar a saída para crise.

Detalhou que o processo de diálogo deve incluir os representantes do governo de facto, os empresários que o respaldam, inclusive aqueles que o atacaram duramente. 

O presidente regressou de surpresa a Tegucigalpa no dia 21 e pediu proteção à embaixada do Brasil, onde, desde o amanhecer da terça-feira, está sitiado por um forte contingente de militares e policiais. 

Advertiu que a resposta do regime de facto a sua proposta de diálogo tem sido respondida com estado de sítio, repressão e ataques contra as pessoas que se encontram na sede diplomática. 

Recordou que na próxima segunda-feira, 28, cumprirão três meses do golpe militar e pediu à população que continue a resistência pacífica em suas comunidades, bairros, aldeias.

Acrescentou que aqueles que queiram se somar às atividades na capital, que comecem a se deslocar hoje, para que possam estar na cidade na segunda-feira.

O governo de facto leu ontem à noite em rede nacional de rádio e televisão um comunicado que critica o Brasil pelas atividades de Zelaya na embaixada e lhe deu um prazo de 10 dias para definir o status do estadista.