O legado de Fidel reside na amplitude e profundidade da cultura cubana.
A cultura, em seu sentido mais amplo, era uma obsessão constante para Fidel Castro, convencido de seu papel crucial na transformação de uma sociedade que estava apenas começando sua Revolução. Sem ela, dizia, «não há liberdade possível».
Consciente do sustento espiritual que a cultura proporciona e da força que advém do seu toque nas mãos de um povo, Fidel considerou-a uma das principais prioridades do Governo Revolucionário, que era semear os ideais que os novos tempos exigiam.
Quando na ficha escolar do Colégio de Belén estava escrito que (...) «Fidel tem madeira e não faltará o artista», talvez ninguém tenha pensado no extraordinário pacificador que aquele jovem que iria estudar Direito iria se tornar e de quem não havia dúvida de que encheria «o livro de sua vida de páginas brilhantes».
O raciocínio de José Marti fala de como, desde a infância, os traços de caráter aparecem nas atitudes, para posteriormente forjarem-se na idade adulta, e na criança Fidel apareceram até os sentimentos de justiça, rebelião e dignidade.
Cada dia 28 de outubro o mar tinge-se de pétalas, jogadas com imensa dor e em aliança com a memória à qual é impossível renunciar. Ainda lembramos bem as suas palavras, aquelas inesquecíveis que proferiu perante o povo, dois dias antes do seu ‘Até sempre’, nas quais denunciava a crueldade das bombas que desde então o governo dos Estados Unidos teimava em jogar, para exterminar a nascente Revolução, nas quais citavam o poeta e asseguravam, em vozes plurais, o que viria a acontecer caso a bandeira cubana, no maior dos absurdos, chegasse a ser algum dia esfarrapada por seus inimigos.