"Quaisquer que fossem as causas profundas, os fatores de ordem econômica e política e os grandes culpados que o trouxeram ao mundo, ninguém pode negar que o terrorismo constitui hoje um perigoso fenômeno, indefensável do ponto de vista ético, que debe ser erradicado".

 

“Não se podem atingir os mesmos progressos ali onde os resultados não dependam exclusivamente da vontade humana, mas sim dos recursos reais e concretos com que um país conta (…)”.

"(...) todo o que contribua atualmente para o subdesenvolvimento e a pobreza constitui uma violação flagrante da ecologia. Dezenas de milhões de homens, mulheres e crianças morrem todos os anos no Terceiro Mundo a conseqüência disto, mais do que em cada uma das duas guerras mundiais. O intercâmbio desigual, o protecionismo e a dívida externa agridem a ecologia e propiciam a destruição do meio ambiente".

“Trás um bloqueio desapiedado que tem durado já quase 60 anos, e os que têm morto nos ataques mercenários a navios e portos cubanos, um avião comercial repleto de passageiros que fizeram estourar em pleno voo, invasões mercenárias, múltiplos atos de violência e de força? Ninguém se faça ilusões de que o povo deste nobre e abnegado país renunciará à glória e aos direitos, e à riqueza espiritual que tem ganhado com o desenvolvimento da educação, da ciência e da cultura”.

“Nós temos um adversário bastante poderoso como o é nosso vizinho mais próximo: Estados Unidos. Lhe advertimos que resistiríamos ao bloqueio, ainda que isso pudesse implicar um custo muito elevado para nosso país. Não há pior preço que capitular frente ao inimigo que sem razão nem direito te agride”.

“Dir-lhes-ei em primeiro lugar, que nem na segunda metade deste século, nem na primeira, nem nalguma outra época da história, um país, e neste caso um país do Terceiro Mundo, e ainda por cima bloqueado economicamente pela potência mais poderosa e mais rica da Terra, flagelado, agredido de mil maneiras diferentes, fez pelo desporto, nem atingiu os avanços que num brevíssimo espaço de tempo, fez e alcançou Cuba”.

"Os povos da América se libertaram do colonialismo espanhol no início do século passado, mas não se libertaram da exploração. Os latifundiários feudais assumiram a autoridade dos governantes espanhóis, os indígenas continuaram em penosa servidão, o homem latino-americano numa ou noutra forma continuou escravo e as esperanças mínimas dos povos sucumbiram sob o poder das oligarquias e do domínio do capital estrangeiro".  

 

"Com o neoliberalismo, a economia mundial não tem crescido mais rapidamente em termos reais, mas em troca se está multiplicando a instabilidade, a especulação, a dívida externa, o intercâmbio desigual, a tendência à ocorrência de crises financeiras mais freqüentes, a pobreza, a desigualdade e o abismo entre o Norte opulento e o Sul despossuído".

"Na América Latina, onde o neoliberalismo tem sido aplicado com ortodoxia doutrinária, o crescimento econômico da etapa neoliberal tampouco vai mais além da metade do que se obteve com políticas desenvolvimentistas dirigidas pelos Estados".

“Os povos pensam que o único incompatível com o destino da América Latina é a miséria, a exploração feudal, o analfabetismo, os salários de fome, o desemprego, a política de repressão contra as massas operárias, camponesas e estudantis, a discriminação da mulher, do negro, do indígena, do mestiço, a opressão das oligarquias, a pilhagem das suas riquezas pelos monopólios ianques, a asfixia moral dos seus intelectuais e artistas, a ruína dos seus pequenos produtores pela concorrência estrangeira, o subdesenvolvimento econômico, os povoados sem estradas, sem hospitais, sem moradias, sem escola