"Quelles seraient les armes essentielles ? Les idées, les consciences. Qui les sèmeront, les cultiveront et les rendront-elles invincibles ? Vous. S’agit-il d’une utopie, d’un rêve de plus parmi bien d’autres ? Non, parce que c’est objectivement inévitable et qu’il n’a pas d’alternative. Il a déjà été rêvé il n’y a pas très longtemps, mais peut-être d’une manière prématurée. Comme le dit le plus illuminé des fils de cette île, José Martí : « Les rêves d’aujourd’hui seront les réalités de demain »."

"Nenhum povo se torna revolucionário pela força. Aqueles que plantam ideias jamais precisam reprimir o povo. As armas nas mãos desse próprio povo, são para lutar contra os que desde o exterior tentem arrebatar-lhe suas conquistas".

 

"Uma revolução só pode ser filha da cultura e das ideias".

"Acho que mais do que armas o que os povos precisam é de idéias. A mudança de um tipo de mundo global, desumano, insustentável, que ameaça a vida do planeta, por uma ordem social justa e humanitária que ofereça à humanidade uma oportunidade de sobreviver; um mundo que possa ter um pouco de água potável; um mundo que disponha do ar que possa respirar; um mundo que possa adquirir os alimentos necessários; um mundo que com a sua rica tecnologia seja capaz de produzir os tetos que precisam as pessoas para viverem, as escolas que necessitam as crianças para se educar, os remédios para preservar a saúde dos seus habitantes, a assistência médica indispensável para todos, crianças, jovens e anciãos".

"O que temos de fazer é lutar juntos, temos de trabalhar unidos para formar consciência, para semear idéias."

"As condições existentes neste mundo tornam insustentável esta ordem infame que estamos a suportar e, portanto, segundo a nossa opinião, a tarefa número um é semear idéias, semear consciência, para que quando esse mundo desapareça a humanidade possa estar melhor preparada para construir, sobre as suas ruinas, um mundo melhor, uma globalização mais humana.".

"As novas tecnologias das comunicações têm dividido o mundo entre os ligados e os não ligados às redes globais.Ligar-nos ao conhecimento e participar numa verdadeira globalização que signifique partilhar e não excluir, que acabe com a estendida prática do roubo de cérebros, é um imperativo estratégico para a sobrevivência das nossas identidades culturais face ao próximo século."

“A integração para a América Latina e o Caribe é fundamental. Só unidos poderemos renegociar as condições de nosso papel neste hemisfério. Mesma coisa digo em relação à necessidade de unir os esforços dos países do Terceiro Mundo frente ao poderoso e insaciável clube dos ricos.”

“Em nada nos importa quem possa ser o próximo chefe do governo da super-potência que impôs ao mundo seu sistema de poder hegemônico e dominante. Nenhum dos que aspiram sê-lo inspira-nos confiança alguma. É inútil que invirtam desnecessário tempo nas declarações e promessas contra Cuba para obter o voto de uns quantos apátridas que até a pisotear e queimar bandeiras norte-americanas atreveram-se. Qualquer que seja o novo Presidente dos Estados Unidos,deverá saber que aqui está e estará Cuba, com suas idéias,seu exemplo e a firme rebeldia de seu povo”.

"Juan Miguel, a Pátria agradece-te a firmeza e a coragem com que defendeste a sua honra e a sua justa vitória. Tu demonstraste que, em momentos decisivos da história de um povo, a conduta de um homem pode compensar a deshonra que lhe causaram todos os traidores juntos, como aqueles que quiseram arrebatar-nos o teu filho".

"Juan Miguel, por salvar a vida de Elián, esteve disposto a entregar a sua própria vida e a arriscar a da sua esposa e a do seu outro filho. Mas, nunca esteve disposto a comprar a entrega daquela criança que tanto amava ao preço da traição à pátria. A sua conduta cobriu-o de glória e ele ganhou para sempre a admiração do seu povo".

"Deixando de mencionar muitos outros acontecimentos inesquecíveis, em nenhuma das ocasiões mencionadas das nossas lutas senti uma emoção tão intensa como quando ao abrir-se a porta do pequeno avião que os trouxe dos Estados Unidos, depois de tantos meses de batalhar sem trégua, vi emergir às 7:53 da tarde de 28 de Junho as figuras de Juan Miguel e Elián. Uma pequena criança e um humilde pai cubano que muito poucas pessoas conheciam há uns meses, voltavam convertidos em gigantes símbolos morais da nossa pátria".