“Um país possuidor de uma cultura geral integral, que compreende não apenas os conhecimentos profissionais, mas os conhecimentos relativos às ciências, às letras e às humanidades. Será por ampla margem, dentro em breve – e em algumas coisas já o somos –, o país mais culto do mundo.”.

“Os países caribenhos enfrentamos o desafio de sobreviver e avançar em meio à mais profunda crise econômica, social e política já sofrida, em nosso hemisfério e no mundo, e quando a globalização neoliberal ameaça destruir não apenas nosso direito ao desenvolvimento, como também nossa diversidade cultural e nossas identidades. A única saída para nossos povos é a integração e a cooperação, não só entre os Estados, senão também entre os diversos esquemas e organizações regionais”.

“Talvez o mais útil de nossos modestos esforços na luta por um mundo melhor será demonstrar quanto se pode fazer com tão pouco, se todos os recursos humanos e materiais da sociedade são postos a serviço do povo.”

"(...) o Movimento de Países Não-Alinhados voltou a ser uma força efetiva na arena internacional do nosso tempo. Este Movimento hoje é mais necessário do que nunca. Se antes nos esforçávamos por ocupar um lugar digno no meio da luta entre duas superpotências, hoje nos debatemos entre o risco do hegemonismo unipolar, e a única forma possível, suportável e aceitável de sobreviver: a existência de um mundo multilateral, onde a paz, a liberdade, o desenvolvimento e o progresso possam ter lugar para todos. Os nossos povos assim o necessitam. Não podemos defrauda-los".

“Nossa espécie corre real perigo de extinção pelas loucuras dos próprios seres humanos, vítimas de semelhante "civilização". Ninguém, no entanto, lutará por nós, que somos a imensa maioria. Somente nós mesmos, como o apoio de milhões de trabalhadores manuais e intelectuais dos próprios países desenvolvidos que também vêem cair a catástrofe sobre os seus povos, semeando idéias, criando consciência, movilizando à opiniāo pública mundial e do proprio povo norte-americano, poderemos ser capazes de salvá-la.”

“Como perigos internos, penso fundamentalmente em riscos de tipo social ou moral que afetem a nossa população e provoquem danos a sua segurança, a sua educação ou a sua saúde. É bem sabido quanto lutamos contra o hábito de fumar, e quanto reduzimos seu consumo. Da mesma maneira, lutamos contra os excessos no consumo de álcool ou contra o fato doloroso de que seja consumido em estado de gestação, o que pode provocar o nascimento de crianças com retardo mental ou outras graves limitações físicas”.

"Não desejamos que o sangue de cubanos e norte-americanos seja derramado em uma guerra; não desejamos que um número incalculável de vidas de pessoas, que podem ser amistosas, se percam em uma contenda. Mas jamais um povo teve coisas tão sagradas que defender, nem convicções tão profundas pelas quais lutar, de forma tal que prefere desaparecer da face da Terra antes que renunciar à obra nobre e generosa pela qual muitas gerações de cubanos têm pagado o elevado custo de muitas vidas de seus melhores filhos. Acompanha-nos a convicção mais profunda de que as ideias podem mais que as armas, ainda que estas sejam muito sofisticadas e poderosas. Digamos como Che Guevara quando se despediu de nós: Até a vitória sempre!"

“As camadas médias estão desempenhando um papel muito importante quando são criadas determinadas situações nacionais e internacionais. As camadas médias são perigosas para a atual ordem dominante, porque possuem conhecimentos.”

“Nenhuma circunstância fará com que mude o interesse e a vontade de Cuba de aprofundar os laços de amizade e cooperação com as irmãs nações do Caribe. Envidaremos todos os esforços para conseguir a integração regional e a unidade de nossos povos. ”

“A interpretação do Hino em 20 de outubro coincide com o fato de armas com que a Revolução consegue a primeira e mais importante vitória sobre as tropas coloniais espanholas. A capitulação de Bayamo e a entrada vitoriosa de Céspedes, supõem a culminação do ato de rebeldia iniciado em 10 de outubro na usina açucareira "La Demajagua", que deu uma virada na história do país e fez nascer, sobre as ruínas dos primeiros redutos coloniais, a nação cubana”.

“Um brilhante futuro espera-nos e por ele trabalhamos. Nada nos poderá vencer. Podem desaparecer do mapa o país, mas não poderão desaparecer a Revolução do mapa do país. Este povo não se rende, não haverá revolucionário que claudique. Nós não fizemos isso, nem o faremos jamais.”