"Alguns, em suas angústias, incertezas e dúvidas, procuram alternativas ecléticas. O mundo, porém, não tem outra alternativa perante a globalização neoliberal, desumana, moral e socialmente indefensível, ecológica e economicamente insustentável, que uma distribuição justa das riquezas que os seres humanos sejam capazes de criar com suas mãos laboriosas e sua fecunda inteligência".

"Que tipo de globalização temos hoje? Uma globalização neoliberal; assim a chamamos muitos de nós. É sustentável? Não".

"Acho que mais do que armas o que os povos precisam é de idéias. A mudança de um tipo de mundo global, desumano, insustentável, que ameaça a vida do planeta, por uma ordem social justa e humanitária que ofereça à humanidade uma oportunidade de sobreviver; um mundo que possa ter um pouco de água potável; um mundo que disponha do ar que possa respirar; um mundo que possa adquirir os alimentos necessários; um mundo que com a sua rica tecnologia seja capaz de produzir os tetos que precisam as pessoas para viverem, as escolas que necessitam as crianças para se educar, os remédios para preservar a saúde dos seus habitantes, a assistência médica indispensável para todos, crianças, jovens e anciãos".

“Estão a chegar os tempos de pensar na pátria mundial; estão a chegar os tempos de pensar no mundo, porque este mundo, inexoravelmente , está globalizado, comandado por uma superpotência única e em prol dum mundo unipolar, não para salvá-lo, mas sim para destruí-lo; não para trazer a justiça que todos necessitamos, mas sim para nos escravizar ainda mais se for possível, para nos humilhar ainda mais, para destruir os nossos sonhos que são indestrutíveis, para destruir as nossas culturas que devemos preservar e multiplicar.”

"As condições existentes neste mundo tornam insustentável esta ordem infame que estamos a suportar e, portanto, segundo a nossa opinião, a tarefa número um é semear idéias, semear consciência, para que quando esse mundo desapareça a humanidade possa estar melhor preparada para construir, sobre as suas ruinas, um mundo melhor, uma globalização mais humana.".

“Esta luta contra a globalização neoliberal é a causa comum —pode se dizer— de todos os povos da humanidade, que não podem ver com bons olhos que se quebre o acordo de Kyoto, que significa uma esperança”.

"O jugo estrangulador que amarra os países latino-americanos à fuga de capitais é a livre compra, sem restrição ou qualquer requisito, de divisas convertíveis com moeda nacional, fórmula imposta como sagrado princípio neoliberal, pelas organizações financeiras internacionais".

"La globalización neoliberal impuesta al mundo, diseñada para un mayor saqueo de los recursos naturales del planeta, ha conducido a la mayoría de los países del Tercer Mundo, y de modo especial a los de América Latina, tras el fatídico "Consenso de Washington", a una situación desesperada e insostenible".

“Agora a batalha é ainda mais dura e difícil. Um Império hegemônico, num mundo globalizado, a única superpotência que tem prevalecido após a guerra fria e o prolongado conflito entre duas concepções políticas, econômicas e sociais radicalmente diferentes, constituem um enorme obstáculo para o único que hoje poderia preservar não só os mais elementáis direitos do ser humano, mais até a sua própria sobrevivência”.

“Os novos conhecimentos não estão nas mãos dos povos pobres, que na atualidade integram as três quartas partes da população mundial. Estão nas mãos de um grupo privilegiado de potências capitalistas ricas e desenvolvidas, associadas ao império mais poderoso que jamais existiu, construído na base de uma economia globalizada, regida pelas próprias leis do capitalismo que Marx descreveu e esmiuçou a fundo. Hoje, que a humanidade sofre ainda essas realidades em virtude da própria dialéctica dos acontecimentos, devemos encarar esses perigos.”

"(...) no mundo globalizado de hoje, sob a égide do império ianque, não existe garantia de segurança para nenhum outro país. Na Organização das Nações Unidas pode-se repetir uma e mil vezes a rejeição unânime contra o bloqueio econômico imposto a Cuba ou qualquer outra medida como o direito do povo palestino a sua constituição como Estado, sem que esse direito ou qualquer outro que não se ajuste aos interesses do império tenha alguma vigência".