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A Dra. Yoandra Muro é lembrada por muitos pela notícia do sequestro de que foi vítima na Bolívia, durante o golpe contra o presidente Evo Morales em novembro de 2019.
O evento precisamente dito cortou a colaboração médica cubana naquela nação sul-americana.
A água salgada arde nas feridas abertas do crânio, as mensageiras cubanas Lídia e Clodomira permanecem inertes em sacos de areia que seus torturadores submergiram a intervalos no mar hoje há 63 anos.
As investigações históricas coincidem em apontar este cenário como o último vivido pelos dois revolucionários, anteriormente indignados na Décima Primeira Delegacia desta capital durante a ditadura de Fulgencio Batista (1952-1958).
O crime de Barbados resulta dessas feridas abertas pelo terrorismo desencadeado contra Cuba a partir dos Estados Unidos, cujo governo tem a ilha caribenha na lista dos países que promovem este flagelo, um paradoxo cínico.
É o que acreditam cubanos de várias gerações, marcadas por aquelas três palavras que ressoaram em 6 de outubro de 1976 na cabine do vôo 455 da Cubana de Aviación que decolou de Barbados para a Jamaica.
O Café La Habana, localizado na esquina das ruas Morelos e Bucareli, na Cidade do México, transcendeu como espaço de confluência do médico argentino Ernesto Guevara e do líder cubano Fidel Castro.
Segundo não poucos depoimentos da época, no bar do espaço icônico, localizado no bairro de Juárez, os revolucionários planejavam estratégias díspares para a derrubada da ditadura Fulgencio Batista, entre elas, a expedição de um barco, conhecido mais tarde como Granma.
«O filho mais ilustre de Cuba neste século, aquele que nos mostrou que era possível tentar a conquista do quartel de Moncada; que era possível transformar aquele revés em uma vitória, que conseguimos cinco anos, cinco meses e cinco dias, aquele glorioso 1º de janeiro de 1959». Foi assim que o general-de-exército Raúl Castro Ruz descreveu Fidel Castro, em 26 de julho de 1994.
32 anos se passaram, mas Cuba não esquece. Em 7 de dezembro de 1989, a Operação Tributo devolveu à Pátria os restos mortais de 2.289 combatentes que haviam caído em missões internacionalistas na África.
Todas as cidades do país receberam os restos mortais de seus filhos, para homenageá-los nos Panteões dos Caídos criados em todos os municípios.
“Isso vai bem”, foram as últimas palavras do general Antonio Maceo a seus companheiros de armas do Exército de Libertação de Cuba, antes de cair em combate em um dia como hoje, mas de 1896.
De acordo com os arquivos históricos, por volta das 15h, horário local, naquele dezembro, as forças espanholas colidiram com os postos avançados do acampamento do líder insurgente (classificado como Titã de Bronze), em uma área a oeste de Havana.
Parece que Giron foi escrito no destino da pátria como um sinal de alerta permanente para aqueles que sonham em assumir o controle de Cuba.
Com o passar do tempo, a lição clara da vitória alcançada naquele território do sul de Matanzas, na Ciénaga de Zapata torna-se mais evidente, quando o povo, como uma milicia, foi capaz de enfrentar e derrotar os invasores, apesar do peso esmagador de suas armas e do apoio imperialista.
Como traduzir a emoção de ver em fotos antigas o ambiente em que estivemos, como fazê-lo diante da memória de uma música que nos apertou o peito ou nos fez felizes, como citar a alegria de fazer parte de um grupo, de crescer e conhecer outros irmãos no caminho da vida, de ouvir uma voz que impacta nosso raciocinio, de sentir que você faz parte de uma escola, de um projeto ou de um bairro?
É difícil colocar a pátria em palavras. Sua dimensão escapa ao ajuste. Não há nobreza naqueles que a mancham; ela não abandona, mesmo que você não esteja nela.
Vivendo em um mundo à parte, enceguecido para não ver-se obrigado a escolher por que apostar, perambula, talvez, algum jovem, indiferente a seu entorno.
Aqueles que tiram contas de suas ações, os que são campo fértil para a mesquinharia, os que por moda querem dar cabo dos que fecundam, os que têm o ideal trunco, órfãos de razão, desafortunadamente, também existem.
Algumas linhas são suficientes para traçar seu perfil reconhecível sobre a tela. Com apenas algumas palavras — verde azeitona, uniforme, botas, barba — os pensamentos se voltam para sua estatura. Apenas uma nota, Comandante-em-chefe, é suficiente para chegar à simplicidade de um nome que foi tecido, límpido, na complexidade de um país.
Enraizado na fibra mais íntima da nação cubana, Fidel continua nos acompanhando ao longo da vida. Não há metáfora nesta afirmação, mas sim a certeza de que seu espírito rebelde vive na vida cotidiana de um país que não renuncia à construção do projeto social, emancipatório e humanista que é a Revolução.