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Com a chegada da noite, os lares cubanos deram as costas às novelas e programas de televisão para ouvir o sinal de rádio que vinha da Sierra Maestra.
Do lado de fora, as sirenes das patrulhas de Batista soavam e informantes espreitavam nas esquinas. As casas, quase às escuras, aguardavam aqueles que em silêncio e em baixíssimo som ouviam a emissão da estação.
As notas do Hino Invasor indicavam que estavam no tom certo, seguido da apresentação: Aqui Rádio Rebelde, órgão oficial do Movimento 26 de Julho e do Exército Rebelde…!
Não houve um dia desde 10 de outubro que marcasse o início da primeira guerra pela independência na história do país que não tenha testemunhado um ato corajoso, primeiro para alcançar e depois para defender a liberdade e a soberania do povo cubano.
Neste caso, vou me referir ao socialismo de estado altamente centralizado implantado na URSS após a morte de Lenin e que foi geralmente aceito como o único modelo de socialismo “realmente existente”. Esse modelo tornou-se a referência obrigatória para os países que desejavam ser socialistas e aproveitar as vantagens oferecidas por sua incorporação ao Conselho de Assistência Econômica Mútua (CAME), organismo criado em 1949 e ao qual Cuba aderiu em 1972.
A visão de Fidel sobre os processos econômicos era tingida por seu contato próximo com a vida produtiva do país. Photo: Arquivo do Granma
«O mundo está passando por uma das piores crises econômicas de sua história». Foi assim que o Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz começou seu livro La crisis económica y social del mundo (A crise econômica e social do mundo), publicado em 1983. Quarenta anos depois, quem não se atreveria a subscrever essa frase?
O general-de-exército Raúl Castro Ruz, líder da Revolução Cubana, transmitiu uma saudação àqueles que no país dão impulso ao Movimento da Agricultura Urbana, ideia da que foi promotor e impulsor, há 36 anos.
Assim fez saber o membro do Bureau Político e primeiro-ministro, Manuel Marrero Cruz, no ato nacional de comemoração desse programa, efetuado na horta comunal desta cidade, no qual foram destacados os resultados desta província no ano atual.
A bandeira das três listras azuis e da estrela solitária foi levantada pelos amigos de Cuba em todo o mundo, nas constantes ações contra o criminoso bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos há mais de 60 anos.
No ano de 2023, os grupos de solidariedade exigiram o levantamento de todas as medidas coercitivas, a exclusão de Cuba da lista espúria de países patrocinadores do terrorismo, a normalização das relações entre os dois países e a possibilidade de maior intercâmbio bilateral.
Oitavo dia de janeiro de 1959. Jamais as ruas e praças de Havana suportaram tanto peso humano (físico, sentimental e patriótico). O próprio Fidel não poderia suportar a tentação ou a necessidade de dizê-lo, quase ao concluir seu discurso no acampamento militar de Columbia, convertido depois em Cidade Escolar Libertad, quando afirmou:
Larga, escura, aterrorizante, a coluna de calor e sujeira buscava o céu; no topo, coroava sua sinistra coroa com um chapéu de fumaça, um cogumelo mortal que, às três e dez da tarde daquela sexta-feira, 4 de março de 1960, deixou Havana sem sol por alguns minutos e Cuba ferida com uma facada que ainda dói.
Há momentos decisivos na vida dos povos que marcam o início de novos caminhos, que constroem atitudes revolucionárias, conceitos irrenunciáveis, abraço eterno de ideologias compartilhadas.
Se, além disso, forem liderados por um homem cuja estatura moral o tornou um modelo excepcional de líder, então não há dúvida: os anos passarão, os tempos mudarão, mas esses momentos permanecerão latentes no coração de milhões de pessoas e, além disso, na memória histórica da nação.
«Nel post scritto in X del Primo Segretario del Partito Comunista e Presidente della Repubblica, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, il 5 marzo, quando si sono compiti 11 anni dalla dipartita fisica del Comandante Hugo Chávez Frías, leader della Rivoluzión Bolivariana del Venezuela, si legge «La nostra generazione celebrerà sempre l’opportunità che abbiamo avuto di vivere il tempo dei due giganti della Rivoluzione e dell’integrazione latino americana: Fidel Castro e Hugo Chávez Chávez sentiva, e lo diceva ai quattro venti, una forte simpatia per il processo rivoluzionario e
O nosso Partido tem de ser o instrumento de promoção, de desenvolvimento político dos melhores cidadãos do país, que devem ter a confiança plena e irrestrita do Partido e do povo.
«Acorda, que chegou a invasão…!».
Essa voz, com a soma de desesperança e épica que acarreta, espalhou-se de casa em casa nos povoados mais próximos do palco do desembarque.
Deve ter sido escutada, ainda, em outros recantos bem distantes de Playa Girón, em Ciénaga de Zapata, pois desde vários dias antes o país sentia a ameaça do desembarque dos mercenários e a agressão.
Muitos cubanos assumiram eles próprios a condição de milicianos, e reclamaram armas e munições para resistir e enfrentar os mercenários.