Não é a injeção de dinheiro em si para os países em desenvolvimento o que critico na minha reflexão de ontem, como interpretaram alguns telexes.
O Fundo Monetário Internacional, que é o mesmo cachorro com diferente coleira, anuncia a injeção de elevadas somas para seus clientes da Europa Oriental.  Injeta a Hungria o equivalente a 20 biliões de euros, grande parte dos quais são dólares procedentes dos Estados Unidos.  As máquinas não cessam de imprimir notas nem o FMI de outorgar seus leoninos empréstimos.
Chávez falou em Zúlia do “camarada Sarkozy”, e o disse com certa ironia, mas sem ânimo de o ferir. Antes pelo contrário, quis reconhecer sua sinceridade quando, em sua condição de Presidente rotativo da Comunidade de Países Europeus, falou em Beijing.
É uma força espiritual. Nos momentos críticos da história da Rússia desempenhou um papel importante. Quando se iniciou a Grande Guerra Pátria, após o traiçoeiro ataque nazi, Stalin recorreu a ela em apoio dos operários e camponeses que a Revolução de Outubro tornou donos das fábricas e da terra.
No domingo 12 de outubro, os países da Zona Euro acordaram um plano anti-crise por iniciativa de Sarkozy, Presidente da França. Na segunda-feira 13, eram anunciadas as cifras multimilionárias de dinheiro que os países da Europa lançarão ao mercado financeiro para evitar um colapso. As ações subiram com as surpreendentes notícias.
Na medida em que se desenvolviam os dramáticos combates em Cangamba observamos que as intenções inimigas iam muito mais além de uma ação isolada.  Em primeiro lugar, tínhamos que salvar os internacionalistas cubanos e os homens da 32ª brigada das FAPLA.
Há três dias, na sexta-feira 10 de Outubro, o mundo se abalava sob o impacto da crise financeira de Wall Street.  Já se perdeu a conta dos milhões de dólares em notas de papel que a Receita Federal injectou nas finanças mundiais para que os bancos continuem a funcionar e os poupadores não percam o seu dinheiro.
“Por muita discrição que se exija aos que integram os Estados-maiores e as dotações dos postos de comando, sempre se filtra alguma coisa de uma acção de guerra que já dura mais de oito dias e manteve em máxima tensão a centenas de homens e mulheres a ambos os lados do oceano.
O comércio dentro da sociedade e entre os países é o intercâmbio de bens e serviços que produzem os seres humanos. Os donos dos meios de produção se apropriam dos lucros. Eles dirigem, como classe, o Estado capitalista e se gabam de ser os impulsionadores do desenvolvimento e do bem-estar social através do mercado, ao qual se rende culto como deus infalível.
Toda a imprensa internacional fala do furacão económico que açoita o mundo.  Muitos o apresentam como um fenómeno novo.  Para nós não é novo, estava previsto.  Prefiro abordar hoje outro tema actual de grande interesse também para o nosso povo.
No dia 2 de outubro, passado, falamos do preço internacional dos combustíveis que estamos consumindo.  Tenho a impressão de que por sua magnitude chamou a atenção a muitos dirigentes e quadros.
Cuba é um país onde a eletricidade, em circunstâncias normais, chega diretamente a 98 por cento da população, existe um sistema único de produção e fornecimento da mesma, e se garante aos centros vitais em qualquer circunstância através de equipamentos eletrogêneos.  Logo que sejam restabelecidas as linhas de transmissão será de novo assim.