Artigos e Reflexões
Cuba não é inimiga da paz, nem renitente ao intercâmbio ou a cooperação entre países de diferentes sistemas políticos, mas tem sido e será intransigente na defesa de seus princípios.
Quando hoje assistia na televisão a posse de Mauricio Funes e ele falou de restabelecer relações com Cuba, um ensurdecedor aplauso e gritos de júbilo estouraram naquela sala, como não se escutaram em nenhum outro momento de seu discurso.
Se eu afirmasse que nos Estados Unidos reina o caos diriam que exagero, que esse país é uma democracia onde existe justiça, respeito aos direitos humanos e a divisão de poderes, erigidos sobre os princípios de Montesquieu e da Declaração de Filadélfia.
Chávez inundou Venezuela com livros. Antes promoveu que todos os cidadãos soubessem ler e escrever. Abriu escolas para todas as crianças; estudos médios e técnicos para todos os adolescentes e jovens, possibilidade de educação superior para todos eles.
Por dolorosas que fossem as ações contra o povo dos Estados Unidos o 11 de Setembro de 2001 que todo o mundo condenou com energia, a tortura é um ato covarde e vergonhoso que jamais pode ser justificado.
O caso de Hugo Chávez resulta excepcional na história da política. Outros alcançaram fama e celebridade através da imprensa escrita, radial ou televisiva, mas nunca uma idéia revolucionária fez uso de um meio de comunicação com tanta eficácia.
Hoje ultrapassam a cifra de 24 mil jovens do Terceiro Mundo os que estudam Medicina em nossa Pátria. Ajudando a outros nos temos desenvolvido também nesse campo, e constituímos uma força importante. Isso, e não o roubo de cérebros, é o que praticamos! Podem afirmar a mesma coisa os países ricos e super-desenvolvidos do G-7? Outros seguirão nosso exemplo! Ninguém o duvide!
Cuba não rouba cérebros nem tira médicos de outros povos em detrimento dos serviços de saúde e a perda de incontáveis vidas, como fazem os Estados Unidos, a Grã Bretanha e outros e países desenvolvidos e ricos.
Já fui treinado por 10 Presidentes dos Estados Unidos. Respeito muito um deles: o Carter. Outros deram algumas vezes o melhor ou o pior de si. Vários deles, deram unicamente o pior porque não tinham outra coisa que oferecer. Ao número 11 o observo atenciosamente. Agradeço a todos o muito que aprendi a lidar com os poderosos.
O que significa para Cuba uma destas epidemias? O nosso país não tem acesso à compra de qualquer medicamento, matérias-primas, equipamentos ou componentes de equipamento diagnóstico produzidos pelas multinacionais norte-americanas, em virtude da extraterritorialidade que o governo dos Estados Unidos tem imposto ao mundo. Por quê acusar-nos de ser os inimigos do povo mexicano quando adoptamos medidas de antemão elaboradas para a protecção do nosso povo?
Do quê é que se queixava o Presidente mexicano, com respeito às medidas que Cuba adotou, de acordo com as normas estabelecidas e sem a menor intenção de afetar o irmão povo do México? Estávamos longe de imaginar que ali e nos Estados Unidos seria desatada a epidemia.
Não em vão a OEA trata hipocritamente de apresentá-lo como inimigo da liberdade de expressão e da democracia. Já quase transcorreu meio século de que essas desprezíveis e hipócritas armas que fracassam perante a firmeza do povo cubano. Hoje a Venezuela não está isolada, e conta com a experiência de 200 anos de excepcional historia patriótica.
É uma luta que recém começa em nosso hemisfério.