Artigos e Reflexões
Para questionar o papel de Cuba nesse terreno, teria que começar por reconhecer, sem ambages, que esta tem sido a nação que mais tem feito pela educação, a ciência e a cultura, entre todos os povos do planeta, e seu exemplo é seguido hoje por outros governos revolucionários e progressistas. Se tiverem alguma dúvida, podem perguntar às Nações Unidas.
O ex-presidente Jimmy Carter declarou ontem ao jornal Folha de São Paulo: “ ‛Eu gostaria que (o embargo) acabasse mesmo hoje. Não há razão para que o povo cubano continue sofrendo’, sublinhou o ex-presidente que hoje dirige uma organização de direitos humanos e nesta semana visitou o Brasil para se entrevistar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Sobre que é sustentada essa ordem? Sobre a riqueza e a força. Para isso dispõem de todo o dinheiro do mundo e dos meios militares mais sofisticados. Além disso são os grandes produtores e exportadores de armas que não implicam ameaça alguma para a sua hegemonia mundial, mas alimentam as guerras locais, os lucros das multinacionais e a dependência dos aliados.
O Primeiro de maio, ainda com a impressão do desfile, das cores da nossa bandeira que é hoje símbolo de solidariedade perante os olhos do mundo, e das faces jovens, inteligentes e entusiastas de nossos estudantes que fecharam o desfile de aquele rio transbordado, faziam com que eu lembrasse às palavras do poeta, tantas vezes repetidas aquele dia.
"Por esta liberdade será necessário dar tudo! "
A quinta-feira 30 de abril foi infortunada para os Estados Unidos. Nesse dia decidiu mais uma vez incluir Cuba na lista de países terroristas. Comprometidos como estão com seus próprios crimes e mentiras, talvez o próprio Obama não podia se desfazer desse enredo. Um homem cujo talento ninguém nega, tem que sentir-se envergonhado desse culto às mentiras do império. Cinqüenta anos de terrorismo contra nossa Pátria saem à luz num instante.
As cores vermelha, azul e branca de nossa bandeira, ondeada pelas mãos laboriosas de milhares de jovens da Universidade das Ciências Informáticas que fechavam o desfile; das escolas de Instrutores de Arte, de Balé; as federações de estudantes da capital, os disciplinados e ativos jovens estudantes que se formam como Trabalhadores Sociais, as crianças que fazem parte da companhia “La Colmenita” e outras expressões da obra de nossa Revolução, sabem que são portadores de um fogo que ninguém jamais poderá extinguir.
É o nosso desejo de que cada Primeiro de Maio milhares de homens e mulheres de todos os cantos do planeta festejem conosco o Dia Internacional dos Trabalhadores, que temos celebrado durante 50 anos. Não em vão, muito antes do dia 1º de Janeiro de 1959 proclamamos que nossa Revolução seria a Revolução dos humildes, pelos humildes e para os humildes. Os resultados de nossa Pátria no domínio da educação, da saúde, da ciência, da cultura e de outros ramos, e especialmente a força e a unidade do povo, demonstram-no, apesar do bloqueio desapiedado.
Nestes dias em que tanto se falou do prolongado e injusto bloqueio a Cuba nas altas esferas dos países do continente, leio em La Jornada, do México, uma notícia: “A finais de 1963, o então procurador-geral Robert F. Kennedy tentou anular a proibição de viagens a Cuba, e hoje sua filha, Kathleen Kennedy Townsend, expressou que o presidente Barack Obama deveria ter isso em mente e apoiar iniciativas legislativas para permitir a todo estadunidense o livre trânsito rumo à Ilha.
A intervenção de Daniel na Mesa Redonda da Televisão Nacional foi como esperava. Falou com eloquência, foi persuasivo, sereno, irrebatível.
Não ofendeu, nem quis ofender a nenhum outro país da América Latina, mas aferrado à verdade cada minuto da sua intervenção: a Venezuela, a Bolívia e a Nicarágua, como porta-vozes da ALBA, de forma expressa rejeitaram a idéia de que a Declaração final fosse apresentada como um acordo de consenso.
Os factos históricos demonstram a política hegemónica dos Estados Unidos de América na nossa região e o papel repugnante da OEA como odioso instrumento do poderoso país.
A fórmula de Insulza é apagar do mapa o criminoso acordo. Raúl declarou em Cumaná que Cuba jamais se reintegraria à OEA. Utilizando uma frase sucinta de Martí expressou que primeiro “unir-se-á o mar do Sul ao mar do Norte, e nascerá uma cobra de um ovo de águia”.
O bloqueio a Cuba nem sequer foi mencionado na Declaração Final e o Presidente dos Estados Unidos a utilizou para justificar suas ações e encobrir supostas concessões de sua Administração a Cuba. Nós compreenderíamos melhor as limitações reais que o novo Presidente dos Estados Unidos tem para introduzir mudanças na política de seu país para com nossa Pátria, que o uso da mentira para justificar suas ações.
Vivemos tempos novos. As mudanças são iniludíveis. Os líderes passam, os povos permanecem. Não haverá que esperar milhares de anos, apenas oito serão suficiente, para que num automóvel mais blindado, num helicóptero mais moderno e num avião mais sofisticado, outro Presidente dos Estados Unidos, sem dúvida menos inteligente, prometedor e admirado no mundo que Barack Obama, ocupe esse inglorioso cargo.