• Participa juntamente com Haydee Santamaría, Melba Hernández, Luis Bonito Milián, Ñico López, Pedro Miret, José Suárez Blanco, Pedro Celestino Aguilera, Armando Hart e Faustino Pérez na constituição da Direção Nacional do Movimento Revolucionário 26 de Julho na casa localizada na rua Factoría no. 62, entre as ruas Apodaca e Corrales, Habana Vieja. Nesse lugar foi tomada a decisão que, devido às circunstâncias, Fidel deve viajar para o México com alguns membros da direção do movimento para preparar um contingente com o qual começaria a luta armada contra a ditadura.

  • Às 20h00 visita novamente os estúdios da emissora Unión Radio, acompanhado por Luis Orlando Rodríguez e Pedro Iglesias Betancourt, depois de cumprida a semana de suspensão do programa “A Hora Ortodoxa”. Mais outra vez lhe impedem falar devido a outra resolução do Ministério das Comunicações que autorizava a continuidade do programa mas só se ele não intervir nele.

  • Denuncia no jornal La Calle as arbitrariedades das quais é objeto, ao proibir-lhe participar em qualquer programa de rádio e televisão, usando mais uma vez o irônico título: “O que ia dizer e mo proibiram pela segunda vez”. Foi o último artigo que escreveu no jornal La Calle.
  • Forças do regime opressor, sob o comando do chefe da polícia, o brigadeiro Salas Cañizares, assaltam e ocupam pela força o local do diário La Calle, confiscam a tiragem do jornal e levam consigo o vice-diretor e dois empregados. O jornal La Calle fica definitivamente fechado. Nos linótipos ficou o último artigo redigido por Fidel para a publicação, “Aqui já não se pode viver”, cuja tiragem não acabou.

  • Apresenta-se no Tribunal de Urgência para entregar um escrito, denunciando o propósito de membros do governo de assassinar seu irmão Raúl, que fazia parte de um plano de provocações contra sua pessoa iniciado desde o preciso instante em que foi libertado, com o objetivo final de tirar-lhe a vida. Assinala como autores intelectuais do referido plano, os coronéis Alberto del Río Chaviano e Conrado Carratalá, com a colaboração de gângsteres e capangas ao serviço do regime.

  • Tem um encontro com a professora santiaguera María Antonia Figueroa e sua mãe, Cayita Araújo, no apartamento de Melba Hernández, para analisar diversos assuntos sobre a organização do movimento na província oriental e as tarefas imediatas que deverão ser desenvolvidas para levar em diante a insurreição. Também participam na reunião Melba Hernández e Haydeé Santamaría, Jesús Montané, Pedro Miret, Faustino Pérez e Armando Hart.

  • Neste dia, na tarde, visita a redação da revista Bohemia acompanhado de Ñico López e Pedro Miret com uma cópia do artigo "Aqui já não se pode viver", com a intensão de divulgá-lo por intermédio desta publicação. Mas, por medo às represálias, o diretor de Bohemia, Miguel Ángel Quevedo, nega-se a publicá-lo.

  • Despede no aereoporto de Rancho Boyeros seu irmão Raúl Castro, que viaja com destino ao México.

  • Acode à revista Bohemia para encontrar-se com o jornalista Rodolfo Rodríguez Zaldívar, que trabalha numa enquete a respeito do provável regresso de Prío. Responde algumas perguntas e deixa declarações de despedida redigidas pouco tempo antes, as quais foram publicadas na revista na edição posterior.

  • Visita o apartamento de Carmen Castro Porta, na avenida Paseo e rua 25, para ler sua declaração de despedida às Mulheres Martianas; na tarde se reúne numa cafetaria localizada nas ruas L e 21, com José Antonio Echeverría e Fructuoso Rodríguez, Presidente e Vice-presidente da FEU, para informar-lhes sua decisão de viajar para o México e coordenar esforços para a luta contra a tirania.

  • Jesús Montané, com vários companheiros, distribui em diferentes órgãos de imprensa as declarações de despedida redigidas com antecedência por Fidel.

  • Viaja para o México com o objetivo de organizar um movimento armado para iniciar a luta de liberatação em Cuba. Participam de sua despedida suas irmãs Lidia e Emma, seu filho Fidelito, a jurista martiana Concepción Cheda e os combatentes Gustavo Amejeiras, Angel Plá e María Laborde.

  • Chega à cidade de Veracruz, México. Visita os principais pontos da cidade. Encontra um amigo de Santiago de Cuba, o escultor cubano José María Fidalgo e sua esposa, que residem perto da Marginal veracruzana. Hospeda-se em horas da noite no Hotel Prendes.

    • Chega à Cidade do México de ônibus, procedente de Veracruz. Estão a sua espera seu irmão Raúl, María Antonia González, Fernando Margolles e a mexicana Alicia Zaragoza. A partir dessa noite hospeda-se num pequeno cômodo da rua Ramón Guzmán No. 6, que ocupava seu irmão, quem passa a morar no departamento de María Antonia.

    • A revista Bohemia publica sob o título Enquetes de Bohemia uma série de entrevistas