Artigos e Reflexões
Tenho muitas reflexões adiantadas em virtude de promessas. Uma delas está relacionada com as ideias essenciais do livro de Greenspan, ex-presidente da Reserva Federal, utilizando as suas próprias palavras. Nesse texto se pode perceber com clareza a pretensão imperialista de continuar a comprar o mundo e os seus recursos naturais e humanos pagando com notas de papel perfumadas.
As paredes, a distância e o tempo ficaram reduzidos a zero. Parecia irreal. Nunca acontecera um diálogo parecido entre Chefes de Estado e de Governo, que quase na sua totalidade representavam países pilhados durante séculos pelo colonialismo e pelo imperialismo. Nenhum facto podia ser mais didáctico.
Viva Cuba Livre! foi o grito de guerra com o qual se identificavam em planícies e montanhas, florestas e canaviais, os que começaram em 10 de Outubro de 1868 a primeira guerra pela independência de Cuba.
Pela primeira vez, antes de que seja discutido como cada ano o projecto de resolução cubano de condenação ao bloqueio na ONU, o Presidente dos Estados Unidos anuncia que adoptará novas medidas para acelerar o “período de transição” no nosso país, que equivale à reconquista de Cuba pela força.
As nossas eleições são a antítese das que são feitas nos Estados Unidos, não num domingo, mas na primeira terça-feira de Novembro. Lá, a primeira coisa é ser bem rico, ou contar com o apoio de muito dinheiro. Depois, investir verbas enormes em publicidade, que é experiente em lavagem de cérebros e reflexos condicionados. Embora há honrosas excepções, ninguém pode aspirar a nenhum cargo importante se não dispõe de milhões de dólares.
O mundo não se pode dar o luxo de permitir que o drama da guerra da NATO contra Jugoslávia seja esquecido pelo silêncio dos que foram actores e cúmplices importantes daquele brutal genocídio.
Na reunião de Clinton com Aznar em 13 de Abril de 1999 na Casa Branca, onde foi tomada a decisão de intensificar os bombardeamentos e em que Aznar sugeriu atacar a televisão, a rádio e outros pontos que custariam a vida a incontáveis civis indefesos, estavam o presidente Clinton, o Conselheiro de Segurança Nacional Sandy Berger, a Secretaria de Estado Madeleine Albright e outros colaboradores próximos…
Faço uma paragem no combate diário para inclinar minha testa, com respeito e gratidão, perante o combatente excepcional que tombou em 8 de Outubro há 40 anos. Pelo exemplo que nos legou com sua Coluna Invasora, que atravessou os terrenos pantanosos ao sul das antigas províncias de Oriente e Camagüey perseguido por forças inimigas, libertador da cidade de Santa Clara, criador do trabalho voluntário, cumpridor de honrosas missões políticas no exterior, mensageiro do internacionalismo militante no leste do Congo e na Bolívia, plantador de consciências em nossa América e no mundo.
Em 2 de abril de 1999 enviei a segunda mensagem a Milosevic através de nossa Missão na ONU:
Na reflexão da segunda-feira 1º de outubro, fiz referência à mensagem que enviei a Milosevic em 25 de março de 1999.
Quando começou a guerra dos Estados Unidos e seus aliados da NATO em Kosovo, Cuba definiu imediatamente sua posição na primeira página do jornal Granma, em 26 de março de 1999. E o fez através de uma Declaração de seu Ministério das Relações Exteriores intitulada “Cuba convida a pôr fim à injustificável agressão da NATO contra a Iugoslávia”.
Numa mesa redonda transmitida pela televisão cubana realizada no dia 25 de Abril de 2003, revelei que o então presidente do governo espanhol José María Aznar, aliado da superpotência em genocídios e massacres, reunira-se com o presidente William Clinton a 13 de Abril de 1999, num momento incerto da guerra contra a Iugoslávia, e lhe expressou textualmente: