Os revolucionários cubanos, em meio à batalha de idéias que hoje travamos, e envolvidos em árdua e heróica defesa da Pátria, da Revolução e do Socialismo, num dia como hoje rendemos especial tributo a nossos dois grandes heróis, com uma firme e inquebrantável decisão: seremos todos como Maceo e Che!
Discursos
Era a hora do exame de consciência, e não de atiçar, multiplicar e capitalizar os ódios absurdos, acumulados durante décadas inteiras. A nação superpoderosa devia ser equilibrada; o resto do mundo tinha o dever de ser valente. O primeiro dependia de seus líderes; o segundo, de um elementar senso comum e dignidade. Tais virtudes não abundam. Não ocorreu nem uma coisa, nem a outra. O mais poderoso decretou um golpe de Estado mundial em 20 de setembro, 9 dias após o repudiável ato terrorista, ao declarar, em tom de guerra, que todos os países tinham de escolher entre ser seu aliado ou seu…
É melhor não mencionar todos os vários problemas de tipo material que se acumularam em dêz anos de período especial. Por exemplo: salas sem janelas, banheiros sem portas, filtrações nos tetos, canos partidos, interrupções no fornecimento de água, escolas com centenas de alunos com só um banheiro funcionando. Não todas sofriam estas calamidades, mas quase todas sofriam uma, várias ou todas elas. Não havia bebedouros de áqua fresca, não funcionavam ou não existiam cozinhas em condições adequadas, nem equipamentos ou instalações de refrigeração e congelação para alimentos em mais de 450 cozinhas…
O que somos e o que seremos, senão uma só história, uma só idéia, uma só vontade para todos os tempos?
Ciego de Ávila e Morón, ontem paliçada com a qual o inimigo pretendeu dividir Oriente e Ocidente – o que são neste 26 de julho? Via indestrutível que une o pensamento, o heroísmo e a vontade de luta do baluarte inextinguível, com cuja independência Martí quis impedir, e impediu, que o poderoso e expansionista vizinho do norte se estendesse pelas Antilhas e caísse, com mais essa força, sobre nossas terras da América.
Al iniciar este programa, praticamente só se contava com o heroísmo dos professores da cidade, o espírito revolucionário de nosso povo, as numerosas instalações escolares e o grandioso capital humano criado pela Revolução. Os mínimos recursos disponíveis para tal programa tinham de ser otimizados e quase multiplicados.
Uma verdadeira cultura de proteção e preservação das escolas, seus recursos e equipamentos, deve ser desenvolvida nas crianças, professores, pais, vizinhos e em todo o povo. Nada pode criar-se mais nobre, humano, motivador e beneficioso do que uma escola. Não permitamos jamais que aquilo que hoje nos alegra a todos seja amanhã, por indolência ou irresponsabilidade, motivo de tristeza e frustração. Cuidemos da obra! Sejamos dignos das fazanhas que temos demonstrado ser capazes de fazer!
A educação também foi, desde o próprio triunfo da Revolução, e o será sempre, um dos objetivos fundamentais de nossa luta épica por uma sociedade verdadeiramente justa, livre e humana. A experiência vivida e os resultados alcançados tornam desnecessárias as argumentações. Aquilo que começou pela alfabetização de um povo cuja maioria esmagadora era analfabeta total ou funcional, em que menos de dez por cento dos adolescentes e adultos chegava à sexta classe, e cuja cultura política não ultrapassava os limites impostos pelo embrutecedor sistema de exploração econômica, a mentira e as idéias…
Na nova conceição, cada professor integral apenas educará 15 adolescentes e transitará com seus alunos da sétima até a nona classe; será o amigo, o conselheiro e o guia de cada um deles; manterá um estreito e sistemático contato com seus pais, os manterá informados e solicitará a cooperação dos mesmos. Os meios audiovisuais e os laboratórios de computação melhorarão a situação atual, ainda quando permaneça por algum tempo ainda a escassez de salas de aulas e professores, enquanto são criadas novas instalações escolares e se forma o pessoal docente necessário para as novas vias.
Agradeço imenso a amável e generosa carta do Diretor Geral da UNESCO, senhor Koichiro Matsuura, recebida em dias recentes, onde nos informa textualmente: "na reunião realizada em Paris de 1º até 5 de julho de 2002, o Júri do Prêmio Internacional de Alfabetização Internacional decidiu outorgar uma menção honorífica do Prêmio Internacional «Rei Sejong» ao Processo de alfabetização da mídia; uma alternativa para países subdesenvolvidos, de Cuba."
Hoje se trata de aperfeiçoar a obra realizada e partindo de idéias e conceitos e totalmente novos. Hoje procuramos o que a nosso entender deve ser e será um sistema educacional que se corresponda cada vez mais com a igualdade, a justiça plena, auto.estima e as necessidades morais e sociais dos cidadãos no modelo de sociedade que o povo de Cuba se propôs criar.
Pelas especiais circunstâncias daquele momento e pela transcendência do Instituto de Ciências Básicas e Pré-Clínicas "Vitória de Girón" na ulterior evolução da medicina cubana, pareceu-me conveniente recordar algumas das idéias que expus naquele dias, com as mesmas palavras que foram utilizadas. Por sua atualidade, ocuparei com elas uma importante parte de minha intervenção.
Sem cultura não é possível liberdade. A certeza desse pensamento, que não se limita à cultura artística, mas que implica o conceito de uma cultura geral integral, incluindo preparação profissional e conhecimentos elementares de uma ampla gama de disciplinas relacionadas com as ciências, as letras e as humanidades, alenta hoje nossos esforços.