• Nicolás Cartaya Gómez, adido da embaixada de Cuba no México, faz chegar, aos órgãos de inteligência cubanos, um documento secreto relativo às actividades revolucionárias de Fidel Castro na cidade asteca, onde se preparava a expedição à Ilha, e dá o mês de Maio de 1956 como data provável do desembarque nas costas cubanas.

  • Envia, desde a capital mexicana, vários comunicados aos Clubes Patrióticos da emigração cubana nos Estados Unidos.

  • Escreve uma carta, desde a Cidade do México, ao emigrado cubano Mario Villamía, criticando o escasso trabalho desenvolvido até então pelo Clube Patriótico 26 de Julho de Nova York.

  • Comparece à casa de María Antonia González, na capital mexicana, para cumprimentar Reinaldo Benítez Nápoles, Cándido González Morales e Calixto Morales Hernández, jovens revolucionários camagueyanos que haviam chegado nesse dia ao México, após refugiar-se na embaixada mexicana em Havana.
  • Junto com Héctor Aldama, visita o apartamento onde estão alojados Juan Almeida Bosque, Antonio Darío López e Israel Cabrera, recém chegados ao México, nesse mesmo dia. Informa-lhes que logo começarão os treinamentos.
  • No aeroporto da Cidade do México, recebe a Faustino Pérez, membro da Direcção Nacional do M-26-7, que chega para coordenar acções e traz 8.250 dólares, arrecadados para a luta, entre membros e simpatizantes do movimento em todo o país.
  • Reúne-se com Faustino, no apartamento que ocupa junto com Melba e Montané, na rua Morena, 232.
  • Passa as últimas instruções a Faustino Pérez, na Cidade do México, antes que este regresse a Cuba.

  • Escreve o artigo “A condenação que pedem para nós”, onde apresenta os princípios e métodos de luta do Movimento Revolucionário 26 de Julho; desmente a versão, difundida pelos meios oficiais, sobre a participação do movimento no ataque violento a uma residência onde se reuniam membros do Conselho Director do Partido Ortodoxo, e reconhece os méritos daqueles verdadeiros militantes que o fundaram, junto com Eduardo Chibás.

  • Redige e firma, no México, o manifesto intitulado “O Movimento 26 de Julho”, no qual define os objectivos da organização e o seu carácter unitário, e também deixa claro que se opõe ao diálogo com os representantes da tirania. A revista Bohemia o publicaria em 1º de Abril.

    • Recebe, na estação de ónibus na Cidade do México, aos combatentes Julio Díaz González, Universo Sánchez Álvarez e Carlos Bermúdez, assim como a Manolo Reyes e Elio Treto, que haviam chegado de Cuba pelo porto de Veracruz, onde os esperara Raúl Castro.

      • A revista Bohemia publica, na sua edição daquele domingo, o artigo: “O Movimento 26 de Julho”, firmado por Fidel em 19 de Março, na Cidade do México.

      • Publica, na Cidade do México, artigo a respeito de acontecimentos sucedidos em Cuba, intitulado “Qual delito cometeram?”, relativo à chamada “Conspiração dos puros”, no seio das Forças Armadas. Apesar de não compartir a forma de enfrentar a tirania dos rebelados, Fidel defende os conspiradores, que tentaram, com a sua actividade, salvar o que ainda restava de "puro" nas fileiras das Forças Armadas. Ratifica a sua confiança na insurreição popular, que abrange igualmente a civis e militares, como única e certeira via revolucionária.

      • Redige um comunicado aos Clubes Patrióticos dos Estados Unidos, que envia nesse mesmo dia, com Juan Manuel Márquez, o qual parte da Cidade do México para território estadunidense.